Os pais (de raparigas) gostariam sem dúvida
“Falo directamente à secretária de Estado. Deixe o apelido Clinton, que já se parece muito a um casaco coçado e com os cotovelos rotos, recupere o seu apelido, Rodham, que suponho ser de seu pai. Se ele ainda é vivo, já pensou no orgulho que sentiria?”
É com este apelo, feito no seu blogue O Caderno de Saramago, que o escritor português pede a Hillary Clinton e a todas as mulheres que em vez de usarem o apelido dos maridos cumprindo o que chama de “obrigação”, mantenham o nome de solteiras. O Nobel da Literatura aproveita para desejar a Hillary Diane Rodham “os maiores triunfos”.
A terminar, Saramago deixa o mesmo conselho – o de manterem o apelido de nascimento- “a todas as mulheres que consideram que a obrigação de levar o apelido do marido foi e continua a ser uma forma mais, e não a menos importante, de diminuição de identidade pessoal e de acentuar a submissão que sempre se esperou da mulher”.
Fonte: Público
